“A mídia não pode contar a sua história, porque é uma história de sangue e golpes”, diz Emiliano José em evento promovido pela Facom

O debate a Intervenção da Imprensa na Política Brasileira reuniu estudantes e professores no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA, em Ondina.

Por Cássio Santana

“A mídia não pode contar a sua história, porque é uma história de sangue e golpes”, disse o professor e ex-deputado Emiliano José em encontro promovido pela Faculdade de Comunicação (Facom) da UFBA nesta quarta (06), no auditório da Facom, em Ondina. O debate a Intervenção da Imprensa na Política Brasileira reuniu estudantes e professores em torno da discussão sobre a influência dos meios de comunicação no campo político brasileiro.

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Para Emiliano, deputado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) entre 2011 e 2014, os principais meios de comunicação brasileiros são tendenciosos em suas coberturas sobre o impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) e têm lado. Com edições de jornais e revistas de circulação nacional nas mãos, defendeu: “A mídia não pode contar a sua história, porque é uma história de sangue e golpes. A mídia brasileira construiu um regime assassino em 64. Eles fizeram parte disso e agora querem fazer de novo”.

Emiliano José, professor Giovandro Ferreira e a diretora da Facom, Suzana Barbosa
Emiliano José, professor Giovandro Ferreira e a diretora da Facom, Suzana Barbosa

Alegando clara parcialidade na cobertura de revistas e jornais, Emiliano disse que a legislação brasileira relativa aos meios é ineficaz e ausente. “Se eles fizessem isso em países como Inglaterra ou Estados Unidos, eles pagariam na hora. Isso é calúnia”, argumentou.

Público no debate
Público no debate

“Não há meio de tergiversar agora, há um golpe em andamento no Brasil. Eu já presenciei uma ditadura de 21 anos. Não quero experimentar outra”. De acordo com o ex-deputado, o cenário conturbado na política brasileira propiciou uma maior mobilização de diversos setores da sociedade, o que, segundo ele, é um ponto positivo. “Para barrar o golpe, tem que ter mobilização e ocupação das ruas. Ter exercício de cidadania”, disse.

Fotos: Dira Souza e Lalesca Santos/CCDC

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